Teste multimodal é realizado no Porto de Santos (SP)
17/09/2009
Essa é a solução encontrada para o transporte de contêineres como alternativa à proibição do uso das ferrovias próximas ao Terminal da Libra
O teste operacional para o serviço de trânsito aduaneiro de transporte de contêineres, utilizando o perfil multimodal disponível hoje no ambiente do Siscomex Trânsito realizado nesta terça-feira, 15 de setembro, obteve resultado positivo, comprovando a viabilidade das operações multimodais no Porto de Santos (SP). Foram três horas de operação, que envolveu dezesseis unidades de carga destinadas ao Clia Cragea, no interior de São Paulo, sendo onze contêineres de 40' e cinco contêineres de 20’.
A solução encontrada é uma alternativa à proibição do uso das linhas férreas adjacentes ao Terminal 35/36 da Libra. A paralisação, que aconteceu em 4 de novembro de 2008, passou a impedir o transporte ferroviário de contêineres em trânsito aduaneiro naquelas áreas.
De acordo com a Câmara Brasileira de Contêineres (CBC), com essa proibição, estima-se que a ferrovia perdeu cerca de 20 mil contêineres para o caminhão, gerando prejuízos diretos ao usuário do porto. Gerou-se, então um custo logístico maior para realizar o mesmo trensporte de suas cargas de importação do cais para o interior do estado.
Esse novo teste, com autorização do Porto de santos assim como o primeiro, foi realizado graças à possibilidade do trânsito aduaneiro no sistema multimodal e parceria entre a Itri - Rodoferrovia e Serviços, habilitada como Operadora de Transporte Multimodal, com reconhecimento da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e da Libra Terminais.
"Ao cumprir o nosso papel, de Operador de Transporte Multimodal, por meio de políticas públicas com base na Lei 9.611/98, minimizamos aos usuários do porto de Santos as principais barreiras da complexidade operacional do sistema multimodal. Com a multimodalidade é possível prover mudanças organizacionais, driblar gargalos e minimizar problemas de ausência de infraestrutura em determinadas localidades e criar novas alternativas à demanda de contêineres das principais indústrias e montadoras localizadas na região do ABC e que já se utilizavam o sistema de trânsito aduaneiro por DTA PÁTIO, antes da paralisação da operação ferroviária no corredor de exportação”, explica Washington Soares, diretor da Itri.
Autor: Transporta Brasil
